A Torre

Outrora, construí torres para mim
Tortas, vazias, caóticas mas enfim…
Para nos tempos difíceis escapar
E, acaso houvesse me ferido, sanar,
Mas nenhuma delas permaneciam
Pois quando mais precisava, ruíam.

Apenas uma torre se mantinha de pé,
Era onde apenas deixava a minha fé.
E assim permanecia pois não era minha
Mas daquele que morreu na cruz um dia.
Estava de portas abertas para me acolher
Mas só às minhas torres queria recorrer.

Quando a última que construí desmoronou,
Junto Com as minhas esperanças sepultou.
Percebi que não importava o que eu fazia,
Pois o que fizesse para mim não subsistia.
O mistério da aflição insistia esclarecer:
meu viver dependia Dessa torre depender.

Ao buscar aquela torre, tinha o que aprovar:
A seguridade que tanto procurava estava lá;
É alinhada, reconfortante e cheia de alegria.
Me entreguei por inteiro onde só parte cedia.
Por isso, posso concluir e te fazer entender:
Que não há torre melhor para assentir viver.

Inspiração:
Provérbios 18:10
“O nome do Senhor é uma torre forte; os justos correm para ela e estão seguros”

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